Dakar: novo atleta Red Bull, campeão do Sertões 2022 estreia no mais famoso desafio do mundo

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Desempenho em etapa do Campeonato Mundial e vitória no maior rally das Américas abriram o caminho para o Dakar

Um dos principais nomes do rally brasileiro, Lucas Moraes fará sua estreia no Dakar Rally competindo pela equipe belga Overdrive/Toyota. Campeão do Rally dos Sertões 2022 na classificação geral, Lucas irá disputar o mais famoso desafio do mundo na categoria principal dos carros, a T1+, já como integrante do time de atletas da Red Bull, uma das patrocinadoras mais emblemáticas do esporte a motor mundial. O brasileiro terá como navegador o experiente alemão Timo Gottschalk, que já conquistou o Dakar em 2011.
“Eu sou muito grato à Red Bull e a todos os outros parceiros por essa oportunidade – é um verdadeiro sonho poder competir no Dakar. Disputar o Dakar na categoria principal é, para um piloto de rally, como chegar à Fórmula 1. Esse é o único parâmetro de comparação que me vem à mente para explicar o momento que estou vivendo agora”, disse Lucas Moraes.
Na Red Bull, Lucas se junta a um time de 26 atletas e dois players do Brasil, com nomes como Pedro ‘Scooby’, Letícia Bufoni, Ítalo Ferreira, Lucas Fink, Sandro Dias, Lucas ‘Chumbo’, Cacá Bueno, Felipe Fraga e o streamer Gaules.
“Como estreante, tenho muito o que aprender com a equipe. Não é à toa que o Dakar tem essa aura de desafio gigantesco e até mesmo quem já o venceu antes sabe que é preciso respeitá-lo. Eu já estou feliz só de estar lá. Mas vou fazer o meu melhor em cada momento, vou aproveitar cada oportunidade nos 16 dias de corrida”, completou.

Bicampeão – Com a vitória em 2019, Lucas Moraes se tornou o mais jovem campeão da história do Rally dos Sertões. O piloto, que atualmente tem 32 anos, repetiu a dose em setembro de 2022, com uma performance arrebatadora ao lado do navegador Kaíque Bentivoglio. Dois meses antes do segundo título do Sertões, Moraes competiu na quarta etapa da Copa do Mundo FIA de Rally Cross-Country, realizada na Espanha.
Naquela prova, disputada na região montanhosa de Aragão, Lucas e Bentivoglio surpreenderam ao conquistar o terceiro lugar entre várias estrelas do rally internacional, superando em alguns momentos até mesmo a favorita dupla Nasser Al-Attiya/Mathieu Baumel – atual tetracampeã do Dakar. O duo brasileiro disputou a corrida com um modelo Toyota Overdrive T1+, mesmo carro que Moraes usará na principal prova do rally mundial.
O desempenho em duas corridas importantes da atual temporada foi o cartão de visitas que “apresentou” o brasileiro como potencial piloto para o Dakar. “Após os resultados do Mundial na Espanha e com o bicampeonato no Sertões, as conversas para o Dakar começaram a esquentar”, conta Moraes. “Estou muito feliz por ter essa oportunidade e darei o melhor para representar bem o Brasil”, diz o novo atleta da Red Bull.

Novo navegador – A opção pelo alemão Timo Gottschalk como navegador foi uma decisão conjunta entre a Overdrive, Lucas e o próprio Bentivoglio. A equipe preferiu ver seu piloto estreante orientado por alguém que já tivesse disputado o Dakar diversas vezes. Já o navegador brasileiro participará de outras provas de deserto ao longo de 2023 para ganhar experiência nesse tipo de terreno.
“Eu e o Kaique somos parceiros há dez anos e estaremos juntos em vários outros rallies. Mas como o Dakar requer uma navegação completamente diferente, a Overdrive ponderou que alguém como Timo pode fazer a diferença”, conta Lucas Moraes.
“Por exemplo, eu nunca competi em um deserto totalmente formado por areia, com dunas que chegam a 200 metros de altura, como vamos enfrentar na Arábia Saudita. Tenho ainda uma curva de aprendizado pela frente”, concluiu.
A 45ª edição do Rally Dakar terá início no dia 31 de dezembro com um prólogo às margens do Mar Vermelho, terminando em 15 de janeiro na região de Dammam, sempre sem deixar o território da Arábia Saudita. Ainda não anunciado, o roteiro será 70% inédito e mais longo do que o do ano anterior. Esportivamente, a principal modificação para os pilotos dos carros, como Lucas Moraes, é o fato de os trechos especiais terem em média 450km sem deslocamentos neutralizados. Ou seja, competição pura e sem interrupções.

Por: Rodolpho Siqueira

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Sobre o Autor

Formado em Educação Física e especializado em Jornalismo Esportivo. Editor e proprietário do Templo dos Esportes

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